A partir de um rústico laboratório de refino montado em casa  localizada no residencial Terra Morena, na região do Jardim Los Angeles, em Campo Grande, família produzia e despachava remessas de haxixe para todo o Brasil. Grupo oculto no Facebook também era usado nas negociações. Roberto de Souza Valiente, de 42 anos, a esposa Solange Neres de Araújo Valiente, 42, e os filhos João Roberto Neres Valiente, 20, e Thalita Neres Valiente, 23, foram presos na terça-feira e respondem por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

As investigações foram coordenadas pelo delegado Pablo Gabriel Farias da Silva, da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), com apoio de informações do Departamento de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal. No último dia 31, a Denar recebeu denúncia de que uma pessoa estaria enviando drogas por uma transportadora da Capital. “Encontramos 90 embalagens a vácuo do mesmo remetente, todas com drogas, cobertas com café (para disfarçar o cheiro)”, disse Pablo.

Segundo o delegado, o material seria despachado com notas fiscais falsas de eletrônicos como carregadores de celular e capinhas para celular. “A partir de então, a gente passou a monitorar os envolvidos e na semana passada a mesma pessoa foi para outra transportadora. Encontramos a PF lá que nos passou algumas informações”, explicou. Solange foi a primeira detida e apontou para os policiais onde ficava a residência. Lá, os investigadores se depararam com o laboratório de preparo artesanal de haxixe.

“Era uma casa pequena, mas lá tinha uma estufa e todos os equipamentos necessários para filtragem e preparo da droga”. Ao todo, nas transportadoras e no imóvel foram recolhidos 110 quilos de haxixe, maconha e Skunk, tipo da erva com alto teor de concentração do princípio ativo. Conforme apurado, a família tinha clara divisão de tarefas: João era responsável pelo laboratório e já fez alguns despachos; a mãe era quem enviava as remessas; Thalita armazenava entorpecentes em sua casa; e o pai coordenado o grupo.

A família destinava pequenas porções, como forma de despistar a fiscalização, para vários estados, incluindo Ceará e São Paulo. Além disso, também usavam um grupo oculto do Facebook para oferecer e negociar os produtos. Em média, cobravam cerca de R$ 4 por cada grama do haxixe. “Apesar do meio de produção, era uma droga de qualidade”, afirmou o delegado. Eles embalavam as porções a vácuo com plástico espesso para minimizar o cheiro. O grupo deve passar por audiência de custódia na sexta-feira. Com informações do Correio do Estado.

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