O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, em entrevista concedida do TopMídiaNews, reconheceu que faltam cerca de 80 médicos para compor a rede de urgência e emergência da Capital.

“Mas nós trabalhamos com uma escala robusta com 100 médicos de dia e mais 100 à noite, incluindo a pediatria. Mas esse é o nosso desafio é fechar essas escalas. Nós fazemos a contratualização simples de médicos. A cada 100 convocados, apenas de 15 a 20 médicos assumem os postos de trabalho e o salário não é ruim”, explica o titular da Sesau.

Segundo Marcelo, o problema da falta de médico não é apenas de cadastro. “Nós acabamos de chamar 46 médicos, mês passado, chamamos 110. Só que o que acontece: quando a gente chama, damos o prazo de apresentação de documentos e a opção de escolher a unidade. Porém, eles desistem do processo no caminho”.

Vilela acredita que a desistência dos médicos ocorre que ao tomarem conhecimento, ficam com receio do serviço público de saúde que na maioria das vezes é ‘exaustivo’. “E daí tem as unidades que tem problema na pintura, na manutenção, nas lâmpadas e nos equipamentos. E nisso, acredito que a pessoa [médico] na conveniência e somado ao estresse da população cobrá-los, não querem e acaba sendo uma opção pessoal do profissional”.

A falta de médicos da municipal de saúde foi alvo de reclamação na Câmara Municipal nesta semana. Os parlamentares chegaram inclusive, chamar a diretoria da Sesau, incluindo o secretário para prestar esclarecimentos. “Eu vou sem problema nenhum”, disse o secretário ao ser questionado sobre o assunto.

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