Técnicos da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial de Saúde (OMS), que estão em Campo Grande realizando uma visita técnica, estiveram reunidos na quinta-feira (8) com o prefeito Marquinhos Trad para apresentar as percepções quanto à funcionalidade das práticas consideradas inovadoras adotas pela gestão. Na avaliação dos técnicos, a mudança de modelo,  priorizando o investimento, qualificação e fortalecimento da atenção primária, devem ser reconhecido como exemplo a ser adotado por outros municípios.

O consultor técnico da OPAS/OMS, Antônio Ribas, explica que os avanços obtidos, em especiação na atenção primária de Campo IMG_3285Grande nos últimos dois anos, chamou a atenção da organização, credenciando assim o Município a integrar o Laboratório de Inovação em APS-Forte, juntamente com as cidades de Porto Alegre, Teresina e Brasília (DF).

“Campo Grande nos chama a atenção porque apresentou experiências concretas e reais de fortalecimento da atenção primária. E desta forma, observando todos estes avanços, o município se torna objeto de estudo. A partir das boas práticas inseridas aqui é possível propagar tais experiências”, diz.

A metodologia de trabalho, implementada a partir do funcionamento da primeira Clínica da Família, no Bairro Nova Lima, também chama a atenção da organização.

“A cidade tem vários elementos de inovação. Nós estamos fazendo uma primeira visita exploratória para conhecer um pouco mais. Estivemos em outros municípios. O que destaca bastante para gente é ter um modelo de Clínica de Família, uma qualificação que não é só em termos de estrutura física e utilização de novas tecnologias, mas sobretudo o investimento na formação do profissional. Esse modelo que utiliza o método de certificação para que os próprios profissionais possam buscar e serem estimuladas a trabalhar melhor pela população é uma coisa que chama bastante a atenção”, disse.

Conforme o consultor, para que o sistema de saúde seja eficiente e que haja um bom cuidado com é necessário que a atenção primária esteja fortalecida.

“Nós identificados que Campo Grande tem todas as virtudes e qualidades para ser exemplo de uma saúde primária de qualidade, que vai muito além somente das ações de prevenção. Para se ter um cuidado completo é preciso fazer mais investimento para qualificar a atenção primária de modo que faça que ela consiga dar conta de até 90% das necessidades de saúde da população, diminuindo assim a quantidade de pacientes encaminhados para os hospitais e unidades de urgência e emergência”, reforça.

Desta forma as pessoas deixariam de ser atendidas em hospitais e unidades de urgência para serem atendidas com qualidade na atenção primária.

Na avaliação do prefeito Marquinhos Trad a escolha de Campo Grande como integrante do Laboratório de Inovação da OPAS e a IMG_3315visita dos técnicos para conhecer as experiência implementadas no município é um reconhecimento do trabalho de reestruturação que vem sendo feito pela gestão, com o objetivo de melhorar o atendimento prestado à população.

“A partir do momento em que uma organização internacional como a OPAS e o próprio Ministério da Saúde voltam os olhos para cá e vêm buscar exemplos,  tenho certeza que estamos no caminhos certo e, consequentemente, nossa cidade se destaca. Por isso estamos felizes em recebê-los e vamos”, disse.

Segundo o prefeito, a estratégia de fortalecimento da atenção básica continuará sendo priorizada com a inauguração de novas clínicas da família.

“É uma mudança de comportamento. Como eu disse é um planejamento de médio a longo prazo. Antigamente as unidades eram construídas e se tinha os servidores, mas não tinha a resolutividade. Nós estamos fazendo uma política de sustentabilidade fortalecendo a atenção primária. Hoje o paciente que vai à Clínica da Família não vai mais a uma UPA porque são bem atendidas lá por profissionais que assimilaram a importância deste trabalho. Esse é um modelo que vem dando certo e até 2020 as sete regiões urbanas da nossa cidade deve ter uma Clínica da Família em funcionamento”, enfatiza.

O secretário de Saúde Marcelo Vilela lembra que houve um avanço na cobertura de Estratégia de Saúde da Família (ESF) passando IMG_3321de 30% para 60%.

“Em menos de dois anos nós conseguimos praticamente dobrar a cobertura da atenção básica, através de um planejamento de priorizando o que preconiza o Ministério da Saúde.  A expectativa é de que até 2020 a gente atinja pelo menos 70% de cobertura”, frizou.

Para a coordenadora da mesa diretora da Conselho Municipal de Saúde, Maria Auxiliadora Cordonez Vilhalba,  Campo Grande ter sido escolhida para integrar o projeto da OPAS pode ser considerado uma vitória.

“Nós enquanto controle social sempre lutamos para que houve um melhor reconhecimento na ponta. E estamos vendo Campo Grande junto com outras três capitais integrar esse projeto é uma satisfação, porque está havendo o reconhecimento com o trabalho que vem sendo executado”, finaliza.

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