Os cuidados após o recebimento de qualquer dose injetável de vacina são muito importantes para garantir a imunização esperada, além de evitar complicações que podem comprometer a saúde do vacinado. Nas crianças, principalmente as menores de 5 anos, a atenção deve ser redobrada, devido a possibilidade de reação adversa.

O profissional da sala de vacinação orienta quais devem ser os cuidados necessários, bem como agendar a data de retorno para administrar a dose de reforço. Esses detalhes são cruciais para que a pessoa esteja imune aos vírus causadores de muitas doenças.

Entre os principais cuidados, atentar para:

  • Utilizar compressas frias (não colocar compressas quentes) no local de aplicação para alívio da dor e da inflamação.
  • Não aplicar qualquer produto sobre o local da vacinação, como cremes, pomadas e outros, bem como não fazer curativos.
  • Evitar coçar.
  • Lavar o local da aplicação apenas com água e sabão e mantê-lo seco.

As reações adversas podem ser:

  • Febre nas primeiras horas após a aplicação da vacina ou, no máximo, até o dia seguinte, regredindo espontaneamente. Em caso de persistência ou febre alta (acima de 38,5°C) procure atendimento de saúde.
  • Inchaço e vermelhidão, nódulo no local da injeção, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações são geralmente de pequena intensidade e passam em até 3 dias.

Ao notar que os sintomas são mais intensos, sejam diferentes dos orientados pelo vacinador ou demorem muito tempo para cessar, há a necessidade de retornar ao Serviço de Saúde com as informações sobre a vacinação, se possível com a Caderneta de Vacinação. Comparecer aos retornos orientados pelo vacinador é essencial para proteção contra as doenças.

Nenhuma vacina está totalmente livre de provocar reações, entretanto os riscos de complicações graves ligados à vacinação são muito menores do que os das doenças contra as quais a pessoa foi imunizada.

Para vacinar as crianças, basta levá-la a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou de Saúde da Família (UBSF) com o cartão da criança. O ideal é que toda dose seja administrada na idade recomendada. Entretanto, se perdeu o prazo para alguma dose é importante voltar à unidade de saúde para atualizar as vacinas.

A maioria das vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação é destinada a crianças. São 12 vacinas, aplicadas antes dos 10 anos de idade em 25 doses.

A caderneta de vacinação deve ser frequentemente atualizada. Algumas vacinas só são administradas na adolescência, enquanto que outras precisam de reforço nessa faixa-etária. Além disso, doses atrasadas também podem ser colocadas em dia.

É muito importante que os adultos (20 a 59 anos) mantenham suas vacinas em dia. Além de se proteger, a vacina também evita a transmissão para outras pessoas que não podem ser vacinadas. Imunizados, familiares podem oferecer proteção indireta a bebês que ainda não estão na idade indicada para receber algumas vacinas, além de outras pessoas que não estão protegidas.

Para as pessoas acima dos 60 anos, são oferecidas três vacinas, além da campanha de vacinação contra gripe. Os cuidados nesta fase também são importantes para garantir melhor qualidade de vida.

A vacina para mulheres grávidas é essencial para prevenir doenças para si e para o bebê. Elas não podem tomar as mesmas vacinas que qualquer adulto e, portanto, têm um esquema vacinal diferenciado.

O Calendário Vacinal contempla todas as faixas etárias e ele está disponível nas UBS/UBSF, e no site da SESAU, clicando aqui: VACINAS.

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