Foram desmatados 80 hectares na APA Sete Quedas do Rio Verde e havia outra autorização, que foi suspensa, para a supressão vegetal de mais 140 hectares

 

Uma extensão de aproximadamente 80 hectares, localizados na fazenda Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Sete Quedas do Rio Verde- um paraíso ecológico e ponto turístico localizado no município de Rio Verde de Mato Grosso, no norte de Mato Grosso do Sul, foi desmatada e com licença ambiental concedida pelo Instituto de Meio Ambiente do estado (Imasul).

A devastação poderia ser ainda maior, já que o proprietário da fazenda tinha autorização para promover a supressão vegetal de outros 140 hectares, mas graças a mobilização de moradores, do Conselho Gestor da APA e da prefeitura, a licença foi suspensa nesta quarta-feira (17) por deliberação do Conselho Estadual de Controle Ambiental (CECA).

A área que estava sendo desmatada era de vegetação nativa, de mata fechada, e fica a cerca de um quilômetro da cachoeira Sete Quedas e muito perto do rio Verde. Os rios da região deságuam na bacia pantaneira e são considerados muito importantes para a preservação de todo o ecossistema. Por isso, há 14 anos foi criada a APA Sete Quedas do Rio Verde pelo município, que engloba toda a área. Na área estão localizadas, nascentes, veredas e mata ciliar. Somente de córregos são pelo menos sete, que deságuam no rio Verde.

O empresário Antonio Roberto de Arruda questiona a autorização de desmate e diz que estavam fazendo a supressão vegetal sem que o conselho gestor da APA tivesse conhecimento. Quando membros do órgão souberam do que estavam acontecendo foi marcada uma reunião para avisar do desmate que ocorreu e da autorização para outro.

Por ser uma APA, o plano de manejo determina que somente será permitida a implantação e operação de empreendimentos de baixo impacto ambiental, devidamente licenciados e ouvindo o conselho gestor da unidade de conservação. O Imasul mandou em fevereiro um comunicado para a prefeitura.

O prefeito de Rio Verde, Márcio Kruger (PSC), admite que as duas licenças de desmate não passaram pelo conselho gestor da unidade de conservação. “Veio a declaração do Imasul. Chegou via Correio e a minha chefe de gabinete estava de férias. No momento que chegou nas minhas mãos já tinha acontecido o desmatamento. Mas não passou pelo conselho gestor. Não passou”.

Não passou pelo conselho gestor e o Imasul autorizou o desmate. Na segunda área, de 140 hectares, já havia marcações nos troncos das árvores e as máquinas já estavam prontas para começar a supressão, mas a denúncia da população chamou a atenção para o caso.

Na terça feira, o prefeito solicitou a suspensão temporária da supressão vegetal ao Imasul, que emitiu uma nota oficial sobre o caso. O texto destacou que o governo do estado acataria o pedido de suspensão do desmatamento encaminhado pela prefeitura e que a medida seria publicada, com ocorreu, já nesta quarta-feira.

O empresário José de Oliveira Souza, ressalta a preocupação de como um desmatamento como esse pode afetar o rio Verde. “Nós que temos um paraíso como esse, temos que nos preocupar com o que venha a destruí-lo, porque com certeza um desmatamento como esse nas margens do rio pode afetá-lo. Nós lutamos pela natureza, pela fauna e nós lutamos para que nossos netos venham a conhecer essa natureza maravilhosa de Rio Verde”. Com informações do G1MS.

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