O número de pessoas desempregadas em Mato Grosso do Sul cresceu 35% no primeiro trimestre de 2019 frente ao quarto trimestre de 2018, passando de 100 mil para 135 mil, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (16) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) – Trimestral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com esse número de desempregados e 1,427 milhão de pessoas na força de trabalho do estado, o IBGE aponta que a taxa de desocupação no acumulado dos três primeiros meses de 2019 foi de 9,5%, o que representou um crescimento de 2 pontos percentuais em relação aos 7,0 registrados entre outubro e dezembro de 2018.

A taxa de desocupação, conforme o instituto, é a maior em Mato Grosso do Sul desde o primeiro trimestre de 2017, quando o estado registrou o índice de 9,8%. No segundo trimestre de 2017 foi de 8,9; no terceiro de 2017, 7,9%; no quarto de 2017, 7,3%; no primeiro de 2018, 8,45%; no segundo de 2018, 7,6% e no terceiro de 2018, 7,2%.

Já o número total de desempregados é o maior desde o início da série histórica do PNAD em Mato Grosso do Sul, no primeiro trimestre de 2012. Somente no primeiro trimestre de 2017 foi atingido um patamar semelhante, com 134 mil pessoas desempregadas, conforme o IBGE.

Apesar do crescimento no estado, a taxa de desocupação de Mato Grosso do Sul nestes primeiros três meses de 2019 foi a sexta menor do país. Somente registram índices menores: Santa Catarina, com 7,2%; Rio Grande do Sul, com 8,0%; Rondônia, com 8,9%; Paraná, com 8,9% e Mato Grosso, com 9,1%.

A taxa sul-mato-grossense também ficou abaixo do percentual do país, que foi de 12,7% e também apresentou crescimento frente ao último trimestre de 2018, que foi de 11,6%.

No estado, a PNAD aponta que houve redução do número de pessoas empregadas em todos os setores que mais oferecem postos de trabalho na comparação dos dois últimos trimestres. No comércio e reparação de veículos, de 266 mil para 241 mil; na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, de 251 mil para 239 mil; na agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, de 168 mil para 161 mil; na indústria de 129 mil para 125 mil e na construção civil, de 103 mil para 94 mil.

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