Vacinação Antirrábica e Irregularidades na Comercialização de Produtos de Origem Animal também foram pautas do encontro

 

O presidente Rodrigo Piva esteve reunido com o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende juntamente com o 1° secretário Jonas Cavada. Em pauta a vacina contra gripe que deve ser aplicada nos médicos veterinários, pois os profissionais fazem parte de grupo prioritário para imunização da influenza.

Ocorre que alguns médicos veterinários procuraram as unidades dos postos de saúde e encontraram dificuldades em receber a dose da vacina contra gripe/influenza. A alegação dos atendentes era de que a Medicina Veterinária não se encontrava no rol das profissões da área de saúde e, portanto, não fazia parte do grupo prioritário para receber a vacina de forma gratuita.

Porém, de acordo com a Resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS/MS) nº 287, de 08 de outubro de 1998, a Medicina Veterinária faz parte do rol de profissões da área de saúde.

Após, a conversa com o secretário de Saúde, Geraldo Resende reconheceu que a Medicina Veterinária é considerada, pelo Ministério da Saúde (MS), profissão da área de saúde.

Como o médico veterinário atua em diversas frentes, inserindo-se em diferentes atividades desde a gestão até a vigilância epidemiológica e sanitária, ele está mais suscetível e faz parte do grupo prioritário para ser vacinado nos postos de saúde espalhados pelo país. Além disso, a importância e a necessidade da vacinação do médico veterinário, principalmente em razão da origem das gripes suínas e aviárias, que podem colocar em risco a saúde desses profissionais.

Geraldo Resende se comprometeu enviar o esclarecimento aos secretários municipais de saúde de nosso Estado, para que assim o profissional inscrito junto ao CRMV-MS tenha acesso à imunização para influenza de forma gratuita compondo o grupo prioritário por cumprir os requisitos exigidos pela regulamentação do Ministério da Saúde.

Outra pauta abordada foi a Vacinação Antirrábica nos Municípios do Estado. Todos os anos, em 28 de setembro, a comunidade internacional se mobiliza para promover a luta contra a raiva. O movimento conta com eventos realizados ao redor do mundo, com o objetivo de conscientizar a população, divulgar conhecimento e imunizar animais.

É sabido que, para prevenir a doença, os governos estaduais e municipais costumam realizar campanhas de vacinação por meio de suas secretarias de saúde. Porém, não são todos os municípios que possui médico veterinário para realizar o controle da vacina recebida e garantir sua efetividade na imunização.

O presidente do CRMV-MS, Rodrigo Piva reforçou a preocupação que o Conselho Regional de Medicina Veterinária tem com a exposição que a sociedade fica suscetível em decorrência de um surto ou mesmo uma epidemia de raiva, afirma que neste tipo de ação é indispensável a presença do médico veterinário com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) homologada no CRMV-MS, pois assim é possível mapear e dimensionar a fiscalização.

Também foi tratada da importância da presença dos médicos veterinários nos municípios para a realização da campanha Antirrábica. Além de propor projeto para atribuir RT em supermercado para desafogar a vigilância sanitária.

Portanto, a presença do médico veterinário responsável técnico é indispensável tanto em campanhas de vacinações bem como em toda e qualquer ação realizada pelo ente público e que esteja relacionada aos animais (como os procedimentos de eutanásia, controle de zoonoses, vacinações em geral entre outros), seus produtos e subprodutos (higiene e inspeção de produtos de origem animal – SIM) a fim de garantir a saúde única (termo utilizado para traduzir a união indissociável entre a saúde animal, humana e ambiental).

Por fim, foi apresentada preocupação com a situação encontrada em estabelecimentos varejistas de alimentos de origem animal que colocam a saúde e a vida das pessoas em risco.

Muitos são os casos noticiados pela imprensa e constatados pelos órgãos de fiscalização do nosso estado em que são encontradas irregularidades em estabelecimentos varejistas que comercializam alimentos de origem animal em condições irregulares, o que põe em risco a saúde da população.

Regulamentar a atividade de manipulação dos produtos derivados de origem animal tendo em vista a uniformização das ações a serem adotadas pelas equipes de Vigilância Sanitária das Regionais de Saúde e dos Municípios é necessário, pois é indispensável a avaliação e controle dos riscos sanitários no âmbito do fracionamento, armazenamento, embalagem, reembalagem e comercialização que envolva a atividade.

Neste norte vale frisar que o médico veterinário tem formação voltada ao controle e vigilância da produção de alimentos de origem animal, em toda sua cadeia, voltada tanto na rastreabilidade, controle de doenças, verificação da qualidade das carcaças, avaliação quanto ao bem estar do animal de produção, pois há grande influência na qualidade do produto caso o processo não tenha relação direta com as atribuições do médico veterinário, que é o profissional com formação específica para tal atividade, podendo inclusive, ser fiscalizado e punido, no caso de descumprimento das normas relativas às boas práticas necessárias à segurança dos alimentos de origem animal.

Também participaram do encontro Coordenadora de Fiscalização, Ana Carolina Siqueira Gonçalves, o assessor jurídico, Péricles Duarte Gonçalves (ambos do CRMV-MS) e a Diretora-Geral de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde, Larissa Domingues Castilho de Arruda.

Foto: Ricardo Minella

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