As altas temperaturas da temporada primavera verão, e o período de chuvas, que, muitas vezes não refrescam o ambiente, ajudam ainda na proliferação de insetos dentro de casa, principalmente, escorpiões. Os cuidados e a atenção devem ser redobrados nesta época para evitar riscos maiores para a saúde da família.

Dados do Ministério da Saúde apontam que em 2017 foram registrados 125 mil casos de acidentes com escorpiões. No ano passado, o número saltou para 144 mil. A maioria dos casos geralmente acontece entre os meses de dezembro e março, sendo que os idosos e as crianças são os mais predispostos a riscos fatais com a picada do animal.

O biólogo do CCZ, Jhoy Alves Leite, explica que os escorpiões se alimentam de baratas, que são insetos domésticos e que nessa época do ano se proliferam, já que as condições climáticas são favoráveis para sua reprodução. “Eles invadem as casas atrás das baratas, mas acabam também buscando onde se alojar”, completa.

Cuidados como sacudir camisas, calças e sapatos antes de usar podem ajudar a diminuir os riscos da picada, que causa muita dor. Importante também vedar frestas, vãos, buracos e ralos, usar telas de proteção e manter o quintal sempre limpo e com a grama aparada. Também é importante não acumular restos de materiais de construção e madeira, que podem servir como abrigo para esses animais.

O biólogo recomenda manter os lugares limpos, livres de entulhos para evitar a visita indesejada desses aracnídeos. “No quintal de casa evite o acúmulo de telhas ou de tijolos, por exemplo. Eles podem se esconder entre as frestas. E se perto de casa tiver algum terreno baldio sujo, peça ao proprietário que faça a limpeza ou denuncie ao setor de fiscalização da Prefeitura”, orienta o Biólogo.

Em caso de picada de escorpiões

Se for picado, procure um serviço de atendimento médico o mais rápido possível. Em Nova Andradina, a pessoa deve ser levada para o Hospital Regional de Nova Andradina, local onde existe disponibilidade de soro antiescopiônico.

“O medicamento neutraliza as toxinas do veneno circulante no corpo”, esclarece o biólogo.

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