O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, esteve ontem  dia 15, em Campo Grande para tratar sobre o repasse de recursos no valor de R$ 3.8 milhões para o combate aos incêndios florestais sobretudo no Pantanal Sul-Mato-Grossense. Participaram também da reunião, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o Governador Reinaldo Azambuja, o Deputado  Dr. Luiz Ovando e outros membros da bancada federal do Mato Grosso do Sul .

Segundo o Deputado Dr. Luiz Ovando, “esse recurso do Governo Federal, é extremamente necessário para que continuemos o trabalho em prol do enfrentamento das queimadas que estão assolando nosso Estado, sobretudo em um de nossos maiores bens, o Pantanal Sul-Mato-Grossense”.

Todos os 79 municípios sul-mato-grossense estão sendo afetados pela grave estiagem que castiga a região central do país e o agravamento dos incêndios que, desde o início do ano, destruíram cerca de 1,4 milhão de hectares de vegetação no Mato Grosso do Sul, motivaram o governo estadual a decretar situação de emergência ambiental em todo o território sul-mato-grossense.

Na segunda-feira, dia 14, mediante orientação do Presidente Jair Bolsonaro, o MDR publicou o reconhecimento de situação de emergência no Mato Grosso do Sul por conta do desastre. Com a medida, o estado poderá receber recursos da União para ações de socorro, assistência, restabelecimento de serviços essenciais à população e recuperação de infraestruturas públicas danificadas pelos incêndios.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que parte do Pantanal queima desde meados de julho, já foram registrados 14.489 focos de incêndio na região. A estimativa é que um recorde de 23.490 quilômetros quadrados foram queimados até 6 de setembro, quase 16% do Pantanal, de acordo com uma análise da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os trabalhos de combate ao fogo no Pantanal envolvem, além do MDR e do governo sul-mato-grossense, os Ministério da Justiça e do Meio Ambiente, além de órgãos como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Defesas civis de outras unidades federativas também foram acionadas para contribuir nos trabalhos e para o possível envio de técnicos aos locais de desastre.

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