Empatia é uma palavra que está na moda, mas o que de fato deveria estar é o real significado desse conceito, que é se colocar no lugar do outro.

 

No Serviço de Oncologia da Santa Casa esse é o grande diferencial, oferecer um atendimento humanizado, capaz de se solidarizar com os pacientes e familiares a dor de um diagnóstico e o sofrimento de um longo tratamento.

Não só durante o Outubro Rosa, mas em todos os meses do ano a equipe da oncologia busca ser uma parceira dos pacientes no período de tratamento e, segundo o médico Fabrício Colacino, chefe do Serviço de Oncologia da Santa Casa, esse é o grande diferencial do local que recebe para tratamento oncológico cerca de 1.500 pacientes ao mês, sendo 1/3 com diagnóstico de câncer de mama.

Nosso Outubro Rosa é mais humanizado do que em outros locais.  Aqui na Santa Casa tem uma equipe de oncologia com profissionais muito voltados para o acolhimento e isso faz com que a taxa de adesão dos pacientes ao tratamento seja muito maior. Então, posso afirmar que neste mês de conscientização oferecemos uma campanha informativa, oferecemos atendimento especializado, mas principalmente acolhemos com muito carinho e humanização os nossos pacientes”, ressaltou.

Muitos pacientes quando descobrem a doença e são orientados sobre como será a rotina do tratamento, ficam tristes e preocupados, muitas vezes até abandonam o acompanhamento médico. O chefe do serviço destaca que ao ser abordado de forma acolhedora pela equipe do hospital, a possiblidade do paciente se manter em atendimento é muito maior.

“Temos muita desistência do tratamento por ser um tratamento difícil, prolongado e sofrido. É muito comum, infelizmente, a não adesão e descontinuidade do tratamento. Porém, por termos essa característica de humanização, não só os pacientes nossos aderem muito bem, mas os pacientes de outros serviços da cidade pedem transferência para serem atendidos aqui”, disse Dr. Fabrício.

Ser família

Ações como café da manhã com pacientes e familiares, além do sino da superação, são apenas algumas das atividades pensadas pela equipe para manter o fortalecimento do tratamento. Segundo Dr. Fabrício, durante o atendimento a convivência passa a ser como o de uma grande família em busca do mesmo objetivo.

“Trabalhando dessa forma, os pacientes se sentem inseridos numa família que tem compromisso com ele e se preocupa com o resultado do tratamento. Aqui o que importa para nós não é só tratar a doença, é acolher o ser humano e dar para ele uma luz no fim do túnel, e trabalhamos para que essa luz seja a mais brilhosa possível, para que possa sentir um ambiente de compromisso com ele, não apenas um ambiente onde se trata a doença”, destacou o médico.

Prevenção

Além do câncer de mama, o Outubro Rosa chama a atenção para a prevenção do câncer do colo do útero. No câncer de mama, o diagnóstico vem a partir dos 40 anos com a mamografia, já o do colo do útero é o exame Papanicolau, que deve ser realizado anualmente a partir da primeira relação sexual da mulher.

Os exames ajudam a prevenir. O paciente tem um tratamento totalmente diferente e com sobrevida que vai a 95% para diagnóstico precoce, porém, se a descoberta for em estágio já avançado e com metástase, essa chance de sobreviver cai de 95 para menos de 20%, ou seja, é da água para o vinho. Então a expectativa de vida depende de que estágio foi feito o diagnóstico”, destacou o oncologista.

Alguns meios de prevenção envolvem levar uma vida saudável, rica em fibras, com menos gordura, menos fritura, mais proteínas, legumes e frutas. São formas importantes de prevenção, assim como manter atividade física regular. Com informações da Ascom Santa Casa Campo Grande.

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