Prefeito Marquinhos Trad (PSD) já está comprando imunizante do Butantan, mas avisa que vai negociar também com outros laboratórios enquanto o plano nacional de vacinação não deslancha

Embora já esteja em fase avançada da negociação para compra da vacina CoronaVac junto ao Instituto Butantan, de São Paulo, a gestão do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD) não descarta a possibilidade de negociar com outros laboratórios a aquisição de doses de vacinas contra a covid-19, a exemplo da Oxford, em parceria com a Fiocruz (Instituto Oswaldo Cruz), e a da Pfizer, em aplicação no Reino Unido.

Em nota, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) destacou que, momentaneamente, as tratativas estão mais avançadas com o Instituto Butantan. Porém, o Ministério da Saúde reafirmou, no último sábado (9), que todas as doses da vacina contra a covid-19 produzidas pelo Instituto Butantan devem ser exclusivamente importadas apara atender o SUS (Sistema Único de Saúde), adquiridas pelo Governo Federal. “Ainda não houve a sinalização de quantas doses serão enviadas aos Estados e municípios pelo Ministério da Saúde”, ressaltou a Sesau, por meio de nota.

Pelas redes sociais, no fim de dezembro do ano passado, o prefeito Marquinhos Trad havia explicado que o município solicitou cerca de 347.817 doses da imunização contra a doença. A quantidade seria dividida nos três primeiros meses de 2021, com prioridade aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente de combate ao vírus, educadores e idosos.

Ainda segundo o ministério, técnicos e representantes do laboratório paulista já discutiram a incorporação da CoronaVac ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19.

Para garantir que não falte vacinas, a Prefeitura de Campo Grande enviou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que autoriza o município a comprar vacinas contra a covid-19 que estão fora dos planos do governo federal. O Executivo Municipal pediu urgência no trâmite da proposta. O projeto foi apresentado pouco depois da administração emitir nota afirmando que não descartaria a possibilidade de adquirir doses de imunizantes desenvolvidos por outros laboratórios.

Em mensagem aos vereadores, o prefeito Marquinhos Trad disse que o projeto se justifica “em razão da politização federal que se criou em torno da vacina”. O texto proposto permite que a prefeitura compre doses não fornecidas pelo Programa Nacional de Imunizações. Ainda assim, estas vacinas precisam ter eficácia comprovada e aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A iniciativa leva em consideração a demora do governo federal em implantar um plano sólido de vacinação. Segundo mensagem de Marquinhos à Câmara, o projeto de lei pretende “garantir que os munícipes de Campo Grande tenham a imunização contra a covid-19, […] até que o Plano Nacional de Imunização seja implementado e tenha o fluxo necessário”.

A proposta ainda prevê que a compra dos imunizantes terá caráter emergencial. O texto autoriza o município a firmar parcerias ou participar de consórcios com Estados e municípios para realização de pesquisas e produção local de vacinas. Por último, o projeto dá aval para que o Executivo mexa livremente no orçamento vigente para garantir a compra das doses.

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