sábado, julho 2, 2022

Polícia prende suspeitos da morte de prefeito

A polícia de Mato Grosso prendeu três suspeitos de participação no assassinato do prefeito de Colniza, no Noroeste do estado. O município é considerado um dos mais violentos do país.O prefeito Esvandir Antônio Mendes, do PSB, de 61 anos, voltava de Cuiabá numa caminhonete no fim da tarde de sexta-feira (15). Quando estava a 7 quilômetros do centro de Colniza começou a ser perseguido por pistoleiros. Pelo menos 15 tiros atingiram o carro e dois acertaram o prefeito, que morreu na hora.
O secretário de Finanças do município, Admilson Ferreira dos Santos, também foi atingido e está internado em Juína, a 330 quilômetros de Colniza. Também estavam no carro a mulher e o genro do prefeito, mas eles não ficaram feridos.
Dezenas de pessoas participaram sábado (15) do velório de Esvandir Antônio Mendes no ginásio municipal no Centro de Colniza. O corpo do prefeito foi levado para Jiparaná, em Rondônia, terra natal dele, e vai ser enterrado domingo (17).
A Secretaria de Segurança de Mato Grosso montou uma força-tarefa para apurar o crime. Os comandantes das polícias Civil e Militar estão em Colniza para acompanhar as investigações. Durante todo o dia, testemunhas prestaram depoimento.
A polícia prendeu três suspeitos de participação no crime. Antônio Pereira Rodrigues Neto, Zenilton Xavier de Almeida e Welisson Brito Silva estavam numa estrada que liga os municípios de Jurumena e Castanheira. De acordo com a Secretaria de Segurança de Mato Grosso, Antônio Pereira é suspeito de ser o mandante e de ter contratado os outros dois para executar o crime.
A população de Colniza está assustada com a violência. Em março, o ex-vereador Épido da Silva Meira, do PR, foi morto a tiros dentro de casa. A polícia ainda investiga o crime.
Em abril, uma chacina com nove mortos aterrorizou os moradores da Gleba Taquaruçú do Norte, na área rural de Colniza. O empresário Waldelir João de Sousa foi denunciado como mandante do crime.
Segundo o Ministério Público Estadual, ele teria contratado quatro homens para matar os trabalhadores rurais. O motivo, de acordo com as investigações, foi disputa de terras e extração de madeira. Waldelir está foragido.
O advogado de Valdelir João de Sousa afirmou que o cliente está foragido por orientação da defesa e que vai provar a inocência dele.

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